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	<title>Ferrasso AdvogadosFerrasso Advogados &#187; VALE DO RIO DOCE</title>
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		<title>Advogados comentam disputa bilionária da Vale com a Fazenda Nacional</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Dec 2013 18:31:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito Tributário]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO TRIBUTÁRIO]]></category>
		<category><![CDATA[VALE DO RIO DOCE]]></category>
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		<description><![CDATA[A Vale deve perder para a Fazenda Nacional uma disputa de R$ 30 bi. A avaliação é do advogado tributarista Guilherme Tostes, do Marcelo Tostes Advogados, ao analisar o julgamento do recurso da Vale contra a Fazenda Nacional. A companhia <a class="more-link" href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=586">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">A Vale deve perder para a Fazenda Nacional uma disputa de R$ 30 bi. A avaliação é do advogado tributarista <strong>Guilherme Tostes</strong>, do <strong>Marcelo Tostes Advogados</strong>, ao analisar o julgamento do recurso da Vale contra a Fazenda Nacional. A companhia questiona a legalidade da tributação sobre o lucro de empresas estrangeiras que são controladas pela mineradora. O julgamento chegou a ficar empatado, no STJ, na terça-feira, 26. Entretanto, foi suspenso por pedido de vista do ministro Ari Pargendler.</span></span></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">“<em>No caso específico da Vale, o prognóstico atual é de que a companhia perderá esse julgamento frente ao Tesouro. Deve ser considerada legal a cobrança de Imposto de Renda e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) em relação ao lucro de empresas estrangeiras controladas pela mineradora brasileira na Bélgica, Dinamarca e Luxemburgo. Assim, não é de todo absurdo imaginar que a Vale, até o dia 29 de novembro (sexta-feira), promova a inclusão dos débitos relacionados ao assunto no REFIS IV, haja vista a reabertura do prazo de adesão ao parcelamento, prevista pela Lei <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI191462,51045-Advogados+comentam+disputa+bilionaria+da+Vale+com+a+Fazenda+Nacional" target="_self">12.865/2013</a></em>”, analisa. </span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Embora considere que o IRPJ e a CSLL somente poderiam incidir sobre valores efetivamente disponibilizados no Brasil pelas empresas coligadas ou controladas situadas no exterior, devendo-se, ainda, levar em conta a existência dos tratados internacionais que vedam a bitributação, Guilherme Tostes destaca que no caso específico, que trata tão somente de controladas diretas da Vale, o STF já teve a oportunidade de se posicionar pela constitucionalidade da cobrança nos moldes pretendidos pela União.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">O tributarista lembra, nesse sentido, que em abril deste ano, o STF julgou a ADIn <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI191462,51045-Advogados+comentam+disputa+bilionaria+da+Vale+com+a+Fazenda+Nacional" target="_self">2.588</a>, firmando entendimento, com efeito vinculante, pela constitucionalidade da cobrança no caso de controladas situadas em paraísos fiscais. E, em ato contínuo, no julgamento do RExt <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI191462,51045-Advogados+comentam+disputa+bilionaria+da+Vale+com+a+Fazenda+Nacional" target="_self">541.090</a>, posicionou-se, sem efeito vinculante, pela regularidade da cobrança quanto às controladas situadas em países sem tributação favorecida. “<em>Assim, ressalvada a possibilidade de reforma do entendimento jurisprudencial, especialmente no tocante ao tema tratado no RExt 541.090, julgado por maioria simples de votos, o cenário atual apresenta-se desfavorável à Vale</em>”, conclui Guilherme Tostes.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: small;">Por sua vez, o advogado <strong>Carlos Henrique Crosara Delgado</strong>, do <strong>Leite, Tosto e Barros &#8211; Advogados Associados</strong>, comenta que após longas discussões jurisprudenciais, finalmente o STJ vem aplicando o artigo 98, do CTN, de modo que os tratados internacionais em matéria tributária assinados pelo Brasil (dentre os quais aqueles para evitar a bitributação) devem prevalecer sobre a legislação interna. “<em>Se os lucros não foram internalizados (nem realizados), não há que se falar em tributação pelo IRPJ e pela CSLL. Do contrário, haverá ofensa aos tratados assinados e ao modelo estipulado pela OCDE (treaty overriding). Pensar de modo contrário, acarretará bitributação e sério óbice ao fluxo de capitais entre os investidores estrangeiros</em>”, garante Delgado.</span></span></p>
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