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	<title>Ferrasso AdvogadosFerrasso Advogados &#187; NOVO CÓDIGO COMERCIAL</title>
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		<title>Novo Código Comercial altera definição de empresário</title>
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		<comments>http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=563#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2013 17:08:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO EMPRESARIAL]]></category>
		<category><![CDATA[NOVO CÓDIGO COMERCIAL]]></category>
		<category><![CDATA[VINICIUS FERRASSO DA SILVA]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto final apresentado pela Comissão especial para o novo Código Comercial está tripartido em Parte Geral, Parte Especial e Parte Complementar (disposições finais e transitórias). A Parte Geral, por sua vez, divide-se em quatro livros: Do Direito Comercial; Da <a class="more-link" href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=563">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">O <a href="http://www.migalhas.com.br/arquivos/2013/11/art20131119-03.pdf" target="_blank">texto</a> final apresentado pela Comissão especial para o novo Código Comercial está tripartido em Parte Geral, Parte Especial e Parte Complementar (disposições finais e transitórias). A Parte Geral, por sua vez, divide-se em quatro livros: Do Direito Comercial; Da pessoa do empresário; Dos bens e da atividade do empresário; Dos fatos jurídicos empresariais. </span></span></span></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><strong>Princípios do Direito Comercial</strong> </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Logo no primeiro livro, um dos motos propulsores de toda a iniciativa de preparar um novo Código, qual seja, a preocupação com o desprestígio e em certa medida até derrogação que alguns princípios históricos do direito comercial vinham sofrendo em decisões judiciais, principalmente em nome de princípios do Direito do Consumidor. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Assim, para os autores do anteprojeto, </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>&#8220;Os princípios, hoje, no direito brasileiro, desfrutam de acentuada centralidade na argumentação jurídica. (&#8230;) O direito comercial tem seus próprios princípios, que fundamentam axiologicamente as regras centrais deste ramo jurídico. Mas por razões várias, inclusive a revogação, desde 2002, da primeira parte do Código Comercial, não estão sendo prestigiados em diversas decisões judiciais, implicando graves riscos à segurança jurídica. </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>A enunciação, na ordem positivada, dos princípios do direito comercial apresenta-se, assim, como uma medida necessária ao aumento da segurança jurídica. Se a argumentação tem sido, em todas as áreas do direito, centrada nos princípios, o direito comercial não pode procurar assentar-se em racionalidade distinta, entendida como anacrônica, que deixe de contextualizar cada regra em argumentos mais amplos, fundados em preceitos principiológicos. Esta outra racionalidade, vista como anacrônica, tem implicado a lamentável ineficácia de várias regras importantes do direito comercial, como, por exemplo, a da limitação da responsabilidade dos sócios pelas obrigações da sociedade limitada&#8221;.</em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Nessa esteira, lê-se no relatório final: </span></span></span></p>
<blockquote>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>Art. 4º. São normas do direito comercial: </em></span></span></span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>I – os princípios e regras da Constituição Federal aplicáveis; </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>II – as regras prescritas por este Código, pela lei, tratados e convenções; </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>III – os princípios expressamente enunciados neste Código ou na lei comercial; </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>IV – as regras prescritas pelos decretos, instruções e regulamentos editados pelas autoridades competentes; </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>V – as de autorregulação; e </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>VI – as consuetudinárias </em></span></span></span></p>
</blockquote>
</blockquote>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">E no parágrafo único (com grifo nosso) a sobrecautela: </span></span></span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><strong>Parágrafo único. Nenhum princípio, expresso ou implícito, pode ser invocado para afastar a aplicação de qualquer disposição deste Código ou da lei, ressalvada a hipótese de inconstitucionalidade da regra. </strong></span></span></span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>Art. 5º. São princípios do direito comercial comuns a todas as suas divisões:</em></span></span></span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>I – Liberdade de iniciativa empresarial; </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>II – Liberdade de competição; </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>III – Função econômica e social da empresa; e </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>IV – Ética e boa-fé. </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>Art. 6º. Decorre do princípio da liberdade de iniciativa empresarial o reconhecimento: </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>I – da imprescindibilidade, no sistema capitalista, da empresa privada para o atendimento das necessidades de cada um e de todos; </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>II – do lucro obtido com a exploração regular e lícita de empresa como o principal fator de motivação da iniciativa privada; </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>III – da importância, para toda a sociedade, da proteção jurídica assegurada ao investimento privado feito com vistas ao fornecimento de produtos e serviços, na criação, consolidação ou ampliação de mercados consumidores, na inovação e no desenvolvimento econômico do país; e </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>IV – da empresa privada como importante polo gerador de postos de trabalho e tributos, bem como fomentadora de riqueza local, regional, nacional e global.</em></span></span></span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>Art. 7º. No âmbito deste Código, a liberdade de iniciativa empresarial e de competição é protegida mediante a coibição da concorrência desleal e de condutas parasitárias. </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>Art. 8º. A empresa cumpre sua função econômica e social ao gerar empregos, tributos e riqueza, ao contribuir para o desenvolvimento econômico da comunidade em que atua, ao adotar práticas empresariais com observância de toda legislação aplicável à sua atividade, em especial aquela voltada à proteção do meio ambiente, dos direitos dos consumidores e da livre competição. </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>Art. 9º. Pelo princípio da ética e boa-fé, o empresário deve buscar a realização de seus interesses na exploração da atividade empresarial cumprindo rigorosamente a lei e adotando constante postura proba, leal, conciliatória e colaborativa.</em> </span></span></span></p>
</blockquote>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Para os críticos do texto, contudo, trata-se de repetição desnecessária, pois os princípios dispostos nos artigos 4º, 5º, 6º e 7º já estariam todos na <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI191239,71043-Novo+Codigo+Comercial+altera+definicao+de+empresario" target="_self">CF</a>, também por sua vez tachada de &#8220;exuberantemente prolixa&#8221;, não havendo necessidade de serem repetidos em uma lei. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><strong>Definição de empresário</strong> </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">O texto do anteprojeto inova a definição de empresário, adotando concomitantemente os critérios material (para a pessoa natural) e formal (para a pessoa jurídica): </span></span></span></p>
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<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>Art. 49. Considera-se empresário: </em></span></span></span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>I – a pessoa natural que explora profissionalmente uma empresa; e </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>II – a sociedade que adota qualquer um dos tipos referidos no artigo 184 deste Código.</em></span></span></span></p>
</blockquote>
</blockquote>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Ao abrir espaço para o critério formal, o texto quebra a tradição do Direito Comercial brasileiro, que sempre se pautou pela adoção do critério material – salvo casos específicos, como o do exercente de atividade rural. A inovação buscaria, segundo a exposição de motivos, <em>&#8220;evitar critério que possa gerar dúvidas acerca da submissão de determinado sujeito de direito à legislação comercial&#8221;. </em></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Para os críticos da proposta, contudo, o efeito seria o contrário: a opção por uma definição bipartida afetaria a segurança jurídica, pois no dinamismo das relações empresariais e negociais, seria altamente complicado contratar considerando a existência de dois regramentos distintos. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">E mais: ao definir empresário no artigo seguinte, o texto original do anteprojeto dispunha que &#8220;empresário é o regularmente registrado no Registro Público de Empresas&#8221;, excluindo assim do âmbito de incidência do novo Código uma vasta gama de sociedades empresárias informais. Sensível aos contrapontos apresentados enquanto o anteprojeto ainda era discutido, a comissão acrescentou ao dispositivo o vocábulo &#8220;formal&#8221;: </span></span></span></p>
<blockquote>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;"><em>Art. 50. Empresário formal é o regularmente registrado no Registro Público de Empresas. </em></span></span></span></p>
</blockquote>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">O problema, contudo, parece continuar de pé: se não são reconhecidas como sociedades empresárias, tal qual expresso no art. 49, II, e corroborado no rol taxativo dos tipos societários trazido pelo art. 184, de que adianta receberem o nome de &#8220;informal&#8221;? Se não são sociedades empresárias, não se aplicam a elas os princípios atinentes às sociedades empresariais &#8220;formais&#8221;, mormente a limitação patrimonial. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">Parece ainda cabível, portanto, a crítica contundente ventilada neste informativo pelo prof. Erasmo Valladão, que <a href="http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI149079,21048-Indignacao%21" target="_blank">alertava</a> que em um país &#8220;de analfabetos jurídicos&#8221;, mas que também poderíamos chamar de país da informalidade, responsabilizar diretamente – e não subsidiariamente, &#8220;como corretamente o faz o Código Civil atual&#8221; – todos os sócios de uma sociedade em comum (nome usado pelo <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI191239,71043-Novo+Codigo+Comercial+altera+definicao+de+empresario" target="_self">CC</a> para o que o novo Código Comercial chama de informal) e não apenas aquele que contratou pela sociedade (art. 990 do CC) é penalizar gratuitamente &#8220;o pobre coitado que assinou um contrato de sociedade que não foi registrado&#8221;, sujeitando-o a responder diretamente perante os credores, antes mesmo da excussão do patrimônio especial, do qual os sócios são titulares em comum (art. 988 do CC).</span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial;">É também, acrescente-se, deitar fora toda uma construção doutrinária e jurisprudencial apta a identificar nos fatos (critério material) a existência de uma sociedade empresarial.</span></span></span></p>
<p align="justify">Fonte: Migalhas</p>
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