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	<title>Ferrasso AdvogadosFerrasso Advogados &#187; Lei 9296/96</title>
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		<title>Judiciário absolve juiz e delegado responsáveis por quebrar 1,8 mil sigilos telefônicos</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Mar 2014 20:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito Penal]]></category>
		<category><![CDATA[Lei 9296/96]]></category>
		<category><![CDATA[VINICIUS FERRASSO DA SILVA]]></category>

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		<description><![CDATA[O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte absolveu o juiz Carlos Adel Teixeira de Souza e o ex-delegado da Polícia Civil Maurílio Pinto, que juntos quebraram o sigilo de 1.864 linhas telefônicas entre 2003 e 2007. Ambos respondiam <a class="more-link" href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=1670">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte absolveu o juiz Carlos Adel Teixeira de Souza e o ex-delegado da Polícia Civil Maurílio Pinto, que juntos quebraram o sigilo de 1.864 linhas telefônicas entre 2003 e 2007. Ambos respondiam a Ação Penal Originária por promover interceptações telefônicas consideradas ilegais pelo Ministério Público, autor do processo.</p>
<p>Segundo a denúncia, baseada no artigo 10 da Lei 9.296/96 (que regulamenta as interceptações telefônicas) Adel deferiu centenas de pedidos de escutas feitos pelo ex-delegado. Isso resultou em 536 ofícios para as operadoras de telefonia, determinando a quebra do sigilo de 1.864 linhas telefônicas.</p>
<p>Relator do caso, o desembargador Cláudio Santos absolveu o juiz e o ex-delegado. Para ele, a conduta de ambos foi atípica, sem previsão na legislação brasileira. Por isso, não é possível sua caracterização como crime. &#8220;O fato existiu, mas longe de caracterizar um crime&#8221;, disse o desembargador Ibanez Monteiro.</p>
<p>De acordo com o relator, não há provas de que ambos buscavam algum tipo de vantagem pessoal com a quebra dos sigilos. O posicionamento foi seguido pelos outros oito desembargadores, com o entendimento comum de que as interceptações foram autorizadas.</p>
<p>“Os fins eram estritamente investigativos. O magistrado jamais poderia cometer o crime de conceder ofícios sem autorização judicial. Afinal, ele é autoridade judicial”, disse o relator. O fato de o juiz atuar em uma vara de execução penal, não o impedia de emitir os ofícios.</p>
<p>As requisições, continuou ele, faziam parte da função de Maurílio Pinto, à época subsecretário estadual da Segurança Pública e da Defesa Social. “Se não foi de maneira formal, o que demora bastante, de todo modo convergiu para a resolução de casos que constituíam ações penais graves, de interesse público”, registrou o desembargador.</p>
<p>Fonte:</p>
<p>Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RN e Conjur</p>
<p>Ação Penal Originária 0010673-45.2008.8.20.0000</p>
<p>DELEGADOS.com.br<br />
Revista da Defesa Social &amp; Portal Nacional dos Delegados</p>
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