<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ferrasso AdvogadosFerrasso Advogados &#187; Lei 6.404/76</title>
	<atom:link href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?feed=rss2&#038;tag=lei-6-40476" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.ferrasso.com.br/blog</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 17 Jan 2025 13:28:04 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.4</generator>
		<item>
		<title>Sócio minoritário não pode acionar controlador por prejuízo sofrido pela empresa</title>
		<link>http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=2468</link>
		<comments>http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=2468#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2014 12:14:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO EMPRESARIAL]]></category>
		<category><![CDATA[Lei 6.404/76]]></category>
		<category><![CDATA[VINICIUS FERRASSO DA SILVA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=2468</guid>
		<description><![CDATA[O acionista não tem legitimidade para acionar judicialmente o controlador da companhia que, em abuso de poder, causa prejuízo econômico à empresa. A legitimidade só ocorre se o prejuízo atingir diretamente o patrimônio do sócio, situação em que este pode <a class="more-link" href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=2468">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">O acionista não tem legitimidade para acionar judicialmente o controlador da companhia que, em abuso de poder, causa prejuízo econômico à empresa. A legitimidade só ocorre se o prejuízo atingir diretamente o patrimônio do sócio, situação em que este pode ingressar com ação individual, mediante os requisitos legais previstos pela <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI211409,21048-Socio+minoritario+nao+pode+acionar+controlador+por+prejuizo+sofrido" target="_self">lei 6.404/76</a> (lei da sociedade por ações).</span></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">A <a href="http://www.migalhas.com.br/arquivos/2014/11/art20141118-01.pdf" target="_blank">decisão</a> é da 3ª turma do STJ ao julgar processo em que um acionista minoritário da empresa Rádio Clube de Pernambuco S/A acusou seus controladores de promover uma série de ações fraudulentas contra ele.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">O entendimento do STJ é que, em relação ao acionista controlador, pode ser aplicado – por analogia à responsabilidade do administrador – o procedimento previsto no artigo 159 da lei 6.404. Entretanto, se os danos causados ao sócio ocorrem de forma indireta, cabe ao prejudicado ajuizar a chamada ação social.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">O recurso foi interposto pela Rádio Clube de Pernambuco contra decisão do TJ/RJ que julgou procedente o pedido para responsabilizar a sociedade pelos prejuízos causados ao acionista minoritário. </span><span style="font-family: Arial; font-size: small;">A 3ª turma do STJ reformou a decisão do Tribunal fluminense e julgou o processo extinto sem resolução de mérito, com fundamento no artigo 267, VI, do <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI211409,21048-Socio+minoritario+nao+pode+acionar+controlador+por+prejuizo+sofrido" target="_self">CPC</a>. O ministro João Otávio de Noronha, que proferiu o voto vencedor, afirmou que embora a responsabilidade civil se estenda contra o controlador, o autor da ação, no caso, não preencheu os requisitos dos parágrafos 3º e 4º do artigo 159 da lei 6.404.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Esse artigo estabelece que compete à companhia, mediante deliberação da assembleia-geral, propor ação de responsabilidade civil contra o administrador pelos prejuízos causados ao seu patrimônio. </span><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Conforme o artigo 3º, qualquer acionista poderá promover a ação se não for proposta no prazo de três meses da deliberação da assembleia-geral. Se a assembleia deliberar não promover a ação, poderá ela ser proposta por acionistas que representem 5%, pelo menos, do capital social.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">No caso, o sócio minoritário detinha 3,3273% da empresa, a qual, segundo ele, recebeu da União R$ 220.810.239 em decorrência de condenação judicial. Disse que, por intermédio dos controladores, a empresa celebrou contratos de mútuo com várias outras sociedades, também por eles controladas, pelos quais foi transferida a quantia de R$ 172.662.142.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">O autor da ação alegou que todas as empresas beneficiárias dos empréstimos são controladas pelos mesmos sócios controladores da Rádio Clube de Pernambuco, empresa mutuante, o que demonstraria a simulação e a fraude. O pedido, em primeiro e segundo graus, foi julgado parcialmente procedente para determinar que as rés – a rádio e as empresas beneficiárias dos empréstimos – se abstivessem de efetuar novas transferências do dinheiro recebido da União.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">As empresas tomadoras dos empréstimos foram ainda condenadas, em caráter solidário, a pagar ao autor, a título de perdas e danos, a quantia de R$ 5.744.987, correspondente a 3,3273% de R$ 172.662.142, corrigida de acordo com os índices constantes da tabela do TJ/RJ.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">A 3ª turma do STJ entendeu que a decisão das instâncias inferiores não poderia ser mantida, já que os danos narrados pelo autor da ação não foram diretamente causados a ele. Tais prejuízos teriam sido causados primordialmente à sociedade.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;"><span style="text-decoration: underline;">Fonte: Processo relacionado</span>: REsp 1214497</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ferrasso.com.br/blog/?feed=rss2&#038;p=2468</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
