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	<title>Ferrasso AdvogadosFerrasso Advogados &#187; gravidade de delito</title>
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		<title>STJ diz que &#8220;gravidade de delito é insuficiente para decreto de prisão preventiva.</title>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2016 22:39:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito Penal]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO PENAL]]></category>
		<category><![CDATA[gravidade de delito]]></category>
		<category><![CDATA[Prisão Preventiva]]></category>
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<p>Prisões cautelares só podem ser determinadas com fundamentação concreta, e não com base na mera gravidade abstrata do delito ou com afirmações vagas de que a medida seria necessária para garantir a ordem pública. Assim entendeu o ministro Antonio Saldanha Palheiro, do Superior Tribunal de Justiça, ao conceder Habeas Corpus a um homem suspeito de ter praticado assalto com arma de brinquedo em conjunto com outros comparsas, em abril.</p>
<p>Ele reformou decisão de primeiro grau da Justiça paulista. Embora a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal coloque obstáculos para a análise de HCs quando pedidos de liminares só foram negados de forma monocrática em tribunais inferiores, o ministro considerou que houve flagrante ilegalidade, suficiente para superar a <a href="http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=691.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&amp;base=baseSumulas" target="_blank">Súmula 691</a>.</p>
<p>Quando a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, o juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Santo André (SP) afirmou que o crime, descrito no artigo 157 do Código Penal, é grave, “o que indica que a manutenção da custódia, pelo menos por ora, mostra-se necessária para garantir a ordem pública”. A decisão de primeira instância também considera que “a gravidade do delito justifica a manutenção da custódia”.</p>
<p>O suspeito tentou a liberdade pelo STJ, representado pelo advogado <strong>Francisco de Paula Bernardes Jr.</strong>, sócio do Guillon &amp; Bernardes Jr. Advogados. A defesa alegou constrangimento ilegal e apontou ausência de fatos concretos que justificassem o alegado risco à ordem pública, entre outros requisitos impostos pelo artigo 312 do Código de Processo Penal.</p>
<p>Segundo o ministro, “o decreto de segregação cautelar do paciente está amparado na gravidade em abstrato do delito”. Nesse caso, disse Palheiro, afasta-se “a invocação <em>ope legis</em> da mera gravidade abstrata do delito ou o recurso a afirmações vagas e descontextualizadas de que a prisão é necessária para garantir a ordem pública ou econômica, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal”. O relator concedeu liminar determinando a liberdade provisória do suspeito, até o julgamento do caso por órgão colegiado.</p>
<p>“Essa decisão reforça um precedente interessante, que obriga juízes a fundamentarem as prisões preventivas, o que não tem ocorrido muito, principalmente em relação aos juízes de São Paulo”, afirma o advogado Francisco de Paula Bernardes Jr. “O ministro Antonio Saldanha Palheiro é novo no STJ [<a href="http://www.conjur.com.br/2016-abr-06/palheiro-paciornik-tomam-posse-ministros-stj" target="_blank">assumiu em abril</a>] e já chega mostrando ter conhecimento técnico e uma vertente garantista.”</p>
<p><strong>Clique <a href="http://s.conjur.com.br/dl/gravidade-delito-insuficiente-prisao1.pdf" target="_blank">aqui</a> para ler a decisão.<br />
HC 355.912</strong></p>
</div>
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