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	<title>Ferrasso AdvogadosFerrasso Advogados &#187; Fusão e Aquisições</title>
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		<title>Fusão e Aquisições: possíveis razões como fundamento.</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2016 11:54:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO EMPRESARIAL]]></category>
		<category><![CDATA[Fusão e Aquisições]]></category>
		<category><![CDATA[VINICIUS FERRASSO DA SILVA]]></category>

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		<description><![CDATA[As razões para a aquisição de uma empresa influenciam de maneira decisiva a escolha da estratégia de integração adotada pela empresa compradora (BARROS et alli, 2003). Essa estratégia, por sua vez, determinará o grau de mudança tanto na empresa adquirida <a class="more-link" href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=3427">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As razões para a aquisição de uma empresa influenciam de maneira decisiva a escolha da estratégia de integração adotada pela empresa compradora (BARROS et alli, 2003). Essa estratégia, por sua vez, determinará o grau de mudança tanto na empresa adquirida como na adquirente. Vale destacar, que uma dessas mudanças está relacionada ao choque cultural entre as empresas, objeto de análise deste estudo.</p>
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<p>Vários são os motivos para a compra de uma empresa. Serão utilizados como referência os divulgados por Rossetti (2001) e por Barros et alli (2003), pois além de englobarem praticamente a totalidade das possíveis razões, foram frutos de levantamentos realizados em território brasileiro.</p>
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<p>De acordo com Rossetti (2001), há três dominantes que correspondem a mais de 50% do total. São eles: a) ganhos de market share (participação no mercado); b) maior amplitude geográfica de atuação; c) crescimento, com ampliação de escalas operacionais. Além dessas razões, relacionadas ao crescimento de um modo geral, o citado autor aborda objetivos referentes à ampliação da competitividade, à diversificação (tanto da linha de produtos quanto de negócios), ao aporte de tecnologia e à verticalização (integração da cadeia de negócios a montante e/ou a jusante).</p>
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<p>Já Barros <em>et alli </em>(2003) afirmam que a literatura sobre F&amp;A aponta dois motivos para a compra de empresas: maximização do valor da empresa, por meio de sinergias, economias de escala e/ou transferências de conhecimento; e motivações do corpo diretivo, baseadas no aumento do <em>market share</em>, no prestígio da direção e na redução do nível de incerteza. Nesse estudo, as autoras encontraram aspectos similares aos divulgados por Rossetti (2001). Segundo elas, 59% das compras foram motivadas por questões de mercado, como o aumento de participação, a aquisição de marcas e a penetração em novos mercados; e 11,7% por motivos relacionados a ganhos de escala.</p>
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<p>Outro ponto coincidente entre as duas pesquisas foi o referente a razões tecnológicas. De acordo com <em>Barros et alli</em>(2003), apenas 1,3% das empresas alegaram esse motivo para a compra, assim como os 8,6% relativos ao aporte de tecnologia divulgado por Rossetti (2001). A despeito das similaridades, <em>Barros et alli</em>(2003) mencionam dois fatos novos, que podem ajudar a explicar o alto percentual de fracassos nas operações de F&amp;A.</p>
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<p>Primeiramente, as autoras constataram que 9,1% das empresas adquiriram outras, porque as condições relativas ao preço eram muito favoráveis, sendo 44,6% do total das empresas adquiridas, encontradas em situação financeira precária. Ratificando esses dados, Tanure <em>et alli</em>(2007) ressaltam que 91% dos presidentes das 500 maiores empresas brasileiras admitem ter adquirido negócios pela oportunidade do preço baixo.</p>
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<p>O segundo ponto relevante está relacionado às motivações do corpo diretivo, mais especificamente às necessidades de prestígio da direção e ao fascínio que o jogo de poder exerce sobre a alta administração<em>. </em>Alguns executivos afirmam que, apesar da racionalidade necessária às operações, sentem-se estimulados e desafiados e, a partir de determinado momento, comprar a empresa torna-se uma “questão de honra”. Essa razão para a compra é também citada por Evans <em>et alli </em>(2002), que a tipificam como desejo irracional de executivos, e por Tanure <em>et alli</em>(2007), que a conceituam como arrogância executiva.</p>
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<p>Segundo Sayão (2005), existem cinco modalidades de F&amp;A. São elas: a) <strong>horizontal</strong>: ocorre entre duas empresas que pertencem a um mesmo ramo de atividade e geralmente concorrem entre si. Para Chandler <em>apud </em>Sayão (2005, p.25), é quando uma empresa adquire outras de mesmos processos, produtos e mercados, visando a um aumento da produtividade e da capacidade organizacional, por meio de economias de escala e escopo; b) <strong>vertical</strong>: Slack, Chambers e Johnston (2002) a definem como o grau e a extensão de propriedade que uma organização tem da cadeia produtiva da qual faz parte. Numa mesma cadeia, a organização pode expandir-se para o lado do fornecimento da rede e/ou para o lado dos clientes. Se administradas coerentemente, podem proporcionar melhorias de qualidade, agilidade, confiabilidade, flexibilidade e custos; c) <strong>conglomerado ou co-seguro</strong>: ocorre quando empresas de ramos diferentes unem-se para aproveitar oportunidades, diversificar e reduzir riscos; d) <strong>Expansão geográfica</strong>: situação em que uma empresa adquire unidades de produção em lugares distantes, principalmente no exterior, a fim de aproximar-se dos novos mercados ou das fontes de matéria-prima; espera-se reduzir custos de transporte, distribuição e aprovisionamento; e) <strong>Congênere ou concêntrica: </strong>de acordo com Weston &amp; Brigham <em>apud </em>Sayão (2005, p.26), trata-se do relacionamento entre empresas do mesmo setor, porém<em> </em>proprietárias de linhas de negócios diferentes, não existindo prévia relação entre elas, ou seja,<em> </em>relação de cliente e/ou fornecedor. Apesar da semelhança com a modalidade horizontal,<em> </em>diferencia-se desta por não permitir o relacionamento de cliente e/ou fornecedor.</p>
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<p>Segundo Barro<em>s et alli</em>(2003), na grande maioria das operações de F&amp;A, três etapas se fazem presentes: <em>due diligence; </em>negociação; e integração. No entanto, as autoras reconhecem a existência, em algumas poucas ocasiões, do estágio denominado escolha reversa.</p>
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<p>Na escolha reversa, presente em pouquíssimas operações, a fase é caracterizada pelo fato de o vendedor selecionar o seu respectivo comprador. A oferta financeira, apesar de importante, não é o principal atrativo. Outras motivações estão envolvidas, tais como a percepção do empresário sobre as crenças e os valores dos potenciais compradores que, se muito distintos, poderiam causar choques indesejáveis a ambas as partes. Além disso, a existência de superposição de operações e a possibilidade do interessado na compra ser um concorrente frontal são fatores que também podem influenciar a decisão de venda da empresa.</p>
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<p>Já na etapa da <em>Due Diligence, </em>trata-se, do início do processo de aquisição, podendo ou não ser realizada sigilosamente. São realizados levantamentos e análises sistematizadas sobre a empresa a ser adquirida, no intuito de avaliar a viabilidade da aquisição. Costumam-se analisar os aspectos mais objetivos do negócio, ou seja, os de caráter financeiro. Dessa forma, em regra, os integrantes da equipe responsável pela <em>due diligence </em>têm formação financeira,</p>
<p>carecendo o grupo de multidisciplinaridade. A ausência de avaliações sob diferentes ângulos ajuda a explicar o descaso de algumas equipes com aspectos importantes da operação, como a qualidade dos recursos humanos, as particularidades da cultura etc;</p>
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<p>A negociação é uma etapa duradoura e estressante, podendo ocorrer de maneira profissionalizada. Isso ocorre, quando é conduzida por profissionais competentes e experientes da própria empresa ou de instituições especializadas; ou quando acontece de forma mais personalizada, com os proprietários pessoalmente à frente das negociações. Um dos principais desafios das aquisições é imprimir agilidade aos processos de negociação. A qualidade das informações obtidas na <em>due diligence</em>, a definição prévia de uma estratégia consistente e a identificação de negociadores com base nessa estratégia são algumas medidas que podem contribuir para a redução do tempo desta etapa.</p>
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<p>A fase da integração é fundamental para o processo de aquisição. São geralmente utilizadas duas modalidades de integração, quais sejam: definir o processo <em>a priori </em>ou construí-lo sob medida. Na definição <em>a priori, </em>as decisões são centralizadas e a conclusão é normalmente mais rápida e objetiva, sendo os decisores, em geral, executivos especializados. No processo construído sob medida, que ocorre quando a empresa compradora não dispõe de um plano definido, privilegia-se o <em>bottom up</em>, ou seja, as contribuições de baixo para cima. Apesar do caráter participativo, trata-se de um processo geralmente mais lento e conflituoso.</p>
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<p>Esses dois estilos de condução formam os extremos de um <em>continuum</em>, que podem combinar características mais relacionadas a uma ou a outra ponta, dependendo do interesse, competência e cultura da empresa adquirente. É nesta etapa que, em geral, as diferenças culturais são externadas. No entanto, isso não quer dizer, de forma alguma, que o planejamento do choque deva ser feito apenas na etapa de integração. É imprescindível que a gestão do encontro de culturas seja pensada anteriormente.</p>
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<p>BIBLIOGRAFIA</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>BARROS, Betânia Tanure de. Encontro das culturas organizacionais. <em>In</em>: BARROS, Betânia Tanure de (Org.). <strong>Fusões, aquisições &amp; parcerias</strong>. São Paulo: Atlas, 2001. 184 p. cap. 6, p.125-142.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>ROSSETTI, José Paschoal. Fusões e aquisições no Brasil: as razões e os impactos. <em>In: </em>BARROS, Betânia Tanure de (Org.). <strong>Fusões, aquisições &amp; parcerias</strong>. São Paulo: Atlas, 2001. 184 p. cap. 3, p. 67-87.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>SAYÃO, Anna Carolina Maia. <strong>Mudanças pós-aquisição na cultura de uma empresa. </strong>Dissertação de mestrado professional em administração. Belo Horizonte: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, 2005.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>TANURE <em>et alli</em>. <strong>Virtudes e pecados capitais</strong>: a gestão de pessoas no Brasil. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. 210 p.</p>
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<p>Fonte: Fusões e aquisições de empresas no Brasil: Administrando o choque entre culturas organizacionais distintas. Artigo: Acesso em 19/01/2016 em http://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos08/438_438_artigo_gestor_educador.pdf</p>
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