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	<title>Ferrasso AdvogadosFerrasso Advogados &#187; eficácia da coisa julgada</title>
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		<title>Efeitos das decisões do STF sobre a eficácia da coisa julgada é tema de repercussão geral</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2016 12:38:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
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		<category><![CDATA[eficácia da coisa julgada]]></category>
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		<description><![CDATA[O STF reconheceu a repercussão geral em tema que discute os efeitos de uma decisão transitada em julgado em matéria tributária quando há posteriormente pronunciamento em sentido contrário pela Suprema Corte. O caso será analisado no RE 955227, no qual <a class="more-link" href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=3585">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<article>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">O STF reconheceu a repercussão geral em tema que discute os efeitos de uma decisão transitada em julgado em matéria tributária quando há posteriormente pronunciamento em sentido contrário pela Suprema Corte. O caso será analisado no RE 955227, no qual a União questiona decisão definitiva que garantiu à petroquímica Braskem, em 1992, o direito de não recolher a CSLL.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">A União alega que a reiteração de decisões do STF em sentido contrário ao da sentença transitada em julgado, ainda no início dos anos 1990, implica que a coisa julgada não opera mais efeitos. Sustenta ainda que, do contrário, fica configurada uma situação de violação de igualdade entre os contribuintes, uma vez que aqueles que não tiveram acesso à Justiça ficaram sujeitos ao recolhimento da CSLL. Assim, sustenta, com relação aos fatos geradores ocorridos após as decisões reiteradas do STF, os efeitos futuros da coisa julgada teriam sido sustados e o tributo passaria a ser exigível.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><strong>Controvérsia relevante</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">O relator do recurso, ministro Luís Roberto Barroso, entendeu que a matéria possui relevância econômica, social e jurídica. Juridicamente, porque implica definir os efeitos das decisões do STF sobre a eficácia futura da coisa julgada. Segundo ele, o tema se apresenta como um dos mais relevantes nesse campo, por dizer respeito diretamente à interpretação dos dispositivos constitucionais que disciplinam os efeitos das decisões judiciais e a extensão da proteção à coisa julgada. </span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">“<em>Não é demais dizer que, possivelmente, essa hoje é uma das controvérsias constitucionais mais importantes sobre coisa julgada ainda pendentes de manifestação por esta Corte</em>.”</span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">A relevância econômica está na promoção da cobrança isonômica entre aqueles que manifestam semelhante capacidade contributiva, questão que tem reflexos inclusive sob o ponto de vista concorrencial. Trata ainda de salvaguardas e de direitos fundamentais dos contribuintes, e envolve valores expressivos, tanto do ponto de vista do Estado como do contribuinte, uma vez que se trata de contribuição social sobre o lucro.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Socialmente, a relevância está no potencial de replicação da situação descrita para outros casos nos quais se discute a constitucionalidade de uma relação jurídico-tributária em que tenha havido pronunciamento do STF. A interpretação adotada pela União no RE, segundo a qual cabe a cobrança do tributo no caso, tem eficácia normativa fixada em parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.</span></p>
<ul>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Processo relacionado</strong></span>: RE 955227</span></div>
</li>
</ul>
</article>
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