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	<title>Ferrasso AdvogadosFerrasso Advogados &#187; DRJ</title>
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		<title>Administração tributária deve dar publicidade a julgamentos das DRJs, defende especialista</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2014 13:44:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO TRIBUTÁRIO]]></category>
		<category><![CDATA[DRJ]]></category>
		<category><![CDATA[VINICIUS FERRASSO DA SILVA]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Em resposta a consulta realizada pela OAB/RJ a respeito da constitucionalidade de &#8220;julgamentos públicos secretos&#8221; realizados pelas Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento, Eurico Marcos Diniz de Santi emitiu <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI209662,101048-Administracao+tributaria+deve+dar+publicidade+a+julgamentos+das+DRJs" target="_self">parecer</a> em defesa da abertura das DRJs para contribuintes e advogados. </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Para o especialista em Direito Tributário, &#8220;<em>juridicamente é insustentável e moralmente comprometedor que a Administração Tributária oculte seus atos de aplicação, julgamento e decisão realizados nas esferas de 1ª instância administrativa, esquivando-se de tornar públicos seus próprios critérios de interpretação e concretização do direito</em>&#8220;.</span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"><em>&#8220;O segredo de qualquer informação pública implica direta ofensa e restrição do cidadão ao exercício do seu direito de deliberação sobre políticas públicas, sobre a eficiência da ação dos servidores públicos e, no caso das DRJ’s, sobre o conhecimento e participação no controle da legalidade.&#8221;</em></span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><strong>Ampla defesa e contraditório</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">A OAB/RJ consultou o especialista sobre a constitucionalidade das decisões de 1ª instância proferidas sem intimação prévia e presença do contribuinte e advogados nos julgamentos de processos administrativos pelas DRJs. As seccionais do RJ, DF e SC impetraram MS com o intuito de &#8220;<em>submeter as DRJs ao direito constitucional de ampla defesa e do contraditório, franqueando o acesso dos contribuintes às sessões e espaço para seus respectivos advogados fazerem sustentações orais</em>&#8220;.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">&#8220;<em>O cenário vigente é exatamente o oposto. Notória em sua capacidade de fiscalização, a Receita Federal pauta-se por reduzida transparência e moralidade</em>&#8220;, salienta a Ordem carioca. Exemplo desta conduta, conforme ressalta, são as denominadas &#8220;<em>sessões secretas</em>&#8220;. O contribuinte, após interpor recurso, não é informado quando seu caso será julgado e mesmo onde ocorrerá a sessão de julgamento. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"><strong>Publicidade</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Defendendo a ampla publicidade dos julgados das DRJs, de Santi afirmou não ser possível a compreensão do julgamento de 2ª instância sem o acesso aos julgamentos de 1º instância, &#8220;<em>o que tornaria a prática atual do Fisco uma ocultação do próprio objeto do julgamento</em>&#8220;.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">Ainda de acordo com o tributarista, a divulgação das decisões de 1ª instância aumentam o fluxo de informação sobre a legalidade prática usada pela administração, o que aumentaria a compreensão do contribuinte sobre seus critérios. A publicidade dos julgamentos, segundo ele, ainda aumenta o controle social da administração pública, democratiza o entendimento, fazendo com que não apenas grandes escritórios que trabalham em larga escala tenham visão privilegiada do entendimento dos julgados.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial; font-size: small;">O especialista ainda sustenta que a participação dos advogados nos julgamentos amplia o diálogo entre o público e o privado, atendendo ao princípio da ampla defesa e revelando que o problema do contencioso é a má qualidade dos autos de infração, combinada com a complexidade da legislação tributária e a omissão do Fisco em revelar seus critérios.</span></p>
<p align="justify">Fonte: Consultor Jurídico</p>
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