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	<title>Ferrasso AdvogadosFerrasso Advogados &#187; DIREITO CIVIL</title>
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		<title>Novo CPC inova ao estipular início da contagem da prescrição intercorrente</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2015 17:57:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO CIVIL]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO EMPRESARIAL]]></category>
		<category><![CDATA[Prescrição intercorrente]]></category>
		<category><![CDATA[VINICIUS FERRASSO DA SILVA]]></category>

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		<description><![CDATA[O presente artigo versará sobre situação da prescrição intercorrente no novo Código de Processo Civil, levando-se em conta o cumprimento de sentença e a execução, bem como tendo em vista que o vigente Código de Processo Civil (CPC/73) não faz <a class="more-link" href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=3120">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
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<p>O presente artigo versará sobre situação da prescrição intercorrente no novo Código de Processo Civil, levando-se em conta o cumprimento de sentença e a execução, bem como tendo em vista que o vigente Código de Processo Civil (CPC/73) não faz qualquer alusão sobre o tema, sendo a matéria tão somente discutida jurisprudencialmente.</p>
<p>A prescrição é instituto tipicamente de direito (material) civil<a title="" name="_ftnref1" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftn1"></a>[1], contudo repercute assaz no direito processual, tanto que a modalidade intercorrente é oriunda da prática judiciária. Por isso é o Código Civil, em seu artigo 189, que define que “<em>violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição</em>”.</p>
<p>Destarte, conforme artigo supramencionado, a pretensão é o direito de exigir em juízo o direito material lesionado, dentro de um prazo, todavia, caso o titular perca esse prazo, sofrerá uma sanção que será a prescrição<a title="" name="_ftnref2" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftn2"></a>[2]. Nessa intelecção, são requisitos da prescrição: a) a inércia do titular, ante a violação de um seu direito; b) o decurso do tempo fixado em lei<a title="" name="_ftnref3" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftn3"></a>[3]. Sobre o tema pertinente a lição de Clóvis Beviláqua<a title="" name="_ftnref4" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftn4"></a>[4]:</p>
<p><em>Prescrição é a perda da ação atribuída a um direito, de toda a sua capacidade defensiva, em conseqüência do não uso dela, durante um determinado espaço de tempo. Não é a falta de um exercício do direito, que lhe tira o vigor, o direito pode conservar-se inativo, por longo tempo, sem perder a sua eficácia. É o não uso da ação que lhe afronta a capacidade de agir.</em></p>
<p>Em suma, a prescrição se caracteriza por ser a perda da pretensão, pelo não exercício, ou seja, da possibilidade de reclamar em juízo o direito material lesionado<a title="" name="_ftnref5" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftn5"></a>[5]. O instituto da prescrição é necessário para que haja tranquilidade na ordem jurídica<a title="" name="_ftnref6" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftn6"></a>[6], pela consolidação de todos os direitos, por exemplo, dispensa a infinita conservação de todos os recibos de quitação, bem como o exame dos títulos do alienante e de todos os seus sucessores, sem limite no tempo. Com a prescrição da dívida, basta conservar os recibos até a data em que esta se consuma, ou examinar o título do alienante e os de seus predecessores imediatos, em um período de dez anos apenas<a title="" name="_ftnref7" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftn7"></a>[7].</p>
<p>Já para o direito processual civil é relevante ressaltar, a luz do CPC/73, que o juiz pronunciará de ofício a prescrição (parágrafo 5º, artigo 219), hipótese em que haverá resolução de mérito (inciso IV, artigo 269).</p>
<p>Destarte, em sendo possível o pronunciamento, de ofício, da prescrição, uma das possibilidades de sua arguição no processo (tanto de cumprimento de sentença, quanto no de execução) é a oposição de objeção de não-executividade (ou exceção de pré-executividade), visto ser matéria de ordem pública.</p>
<p>Como é cediço são conhecidas de ofício pelo juiz as matérias que não demandem dilação probatória, de acordo com o entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça<a title="" name="_ftnref8" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftn8"></a>[8], que acabou por ensejar a edição da Súmula 393 do STJ: <em>“A exceção de pré-executividade é admissível na execução fiscal relativamente às matérias conhecíveis de ofício que não demandem dilação probatória”</em>, estende-se a interpretação para seu cabimento nas execuções em geral e no cumprimento de sentença.</p>
<p>Nessa esteira, inexoravelmente a objeção de não-executividade (ou exceção de pré-executividade) também será cabível nos casos de prescrição intercorrente, por essa ser passível de conhecimento de ofício e não depender de dilação probatória, pois nessas hipóteses o credor não promove as medidas efetivas para cobrar seu crédito, apresentando apenas pedidos sucessivos de suspensão<a title="" name="_ftnref9" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftn9"></a>[9] ou mantendo-se inerte.</p>
<p>Em outras palavras, a prescrição intercorrente é aquela que se verifica no curso da demanda, após seu ajuizamento, quando o credor/autor/exequente fica inerte na prática de atos processuais, permitindo a paralisação do processo injustificadamente.</p>
<p>Com efeito, o CPC/73 não traz solução para tais casos, sequer tem em seu bojo a palavra “intercorrente”, o mais próximo que chega do tema é artigo 475-L, VI, que prevê em sede de impugnação de cumprimento de sentença a possibilidade de arguição de prescrição, desde que essa seja superveniente à própria sentença, logo, intercorrente.</p>
<p>Contudo, a falta de legislação processual sobre o tema não afastou o debate jurisprudencial, pois via interpretações dos tribunais tem-se que o prazo prescricional para o cumprimento de sentença será o mesmo prazo para o ajuizamento das ações originárias, nos termos da Súmula 150 do Supremo Tribunal Federal que estabelece que “<em>Prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação</em>”, assim, por exemplo, se a ação monitória pautada em cheque prescreve em cinco anos<a title="" name="_ftnref10" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftn10"></a>[10], nesse mesmo prazo prescreverá o cumprimento de sentença.</p>
<p>No caso da execução por silogismo a prescrição intercorrente se dará no mesmo prazo para o ajuizamento da execução, por exemplo, se a execução tributária tem um prazo prescricional de cinco anos, caso o processo fique parado por esse período, preenchido os demais requisitos, também ocorrerá a prescrição.</p>
<p>Entretanto, ainda pairava a dúvida de qual seria o marco inicial para a contagem do prazo prescricional, que, também por força jurisprudencial pacificou-se o entendimento de que “<em>em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se o processo por um ano, findo o qual inicia-se o prazo da prescrição qüinqüenal intercorrente</em>”, nos termos da Súmula 314 do Superior Tribunal de Justiça, hipótese aplicável, <em>a priori</em>, tão somente a execução fiscal, excluindo as demais execuções e o cumprimento de sentença.</p>
<p>De seu turno, nesse ambiente, o novo Código de Processo Civil trouxe novas regras, é o caso do artigo 921, inciso III, que determina a suspensão da execução, quando o executado não possuir bens penhoráveis, estabelecendo que “<em>o juiz suspenderá a execução pelo prazo de 1 (um) ano, durante o qual se suspenderá a prescrição</em>” (§ 1º).</p>
<p>Posto isto, suspensa a execução e a prescrição, por um ano, escoado esse prazo “<em>sem manifestação do exequente, começa a correr o prazo de prescrição intercorrente</em>” (parágrafo 4º).</p>
<p>Logo, o novo CPC inovou ao trazer o marco inicial para a contagem da prescrição intercorrente, nas hipóteses em que houver a suspensão do processo. Assim como, prestigiou a não decisão surpresa, conforme parágrafo 5º, visto que estabelece que o “<em>juiz, depois de ouvidas as partes, no prazo de 15 (quinze) dias, poderá, de ofício, reconhecer a prescrição de que trata o § 4º e extinguir o processo</em>”.</p>
<p>E mais, nos termos de seu artigo 924, V, estabeleceu expressamente que a execução se extinguirá quando ocorrer a prescrição intercorrente, o que se aplicará até para as execução em curso, quando da entrada em vigência do novo CPC, visto que legislação processual aplica-se de imediato com sua vigência, tendo como marco inicial para a contagem do prazo exatamente a data de vigência do novo CPC, conforme regra de direito intertemporal do artigo 1.056.</p>
<p>Por fim, ainda que o novo CPC traga referidas regras apenas no Livro II, que versa sobre os processos de execução, o procedimento acima declinado é plenamente aplicável ao cumprimento de sentença, nos termos do artigo 513, que estabelece que o “<em>cumprimento da sentença será feito segundo as regras deste Título, observando-se, no que couber e conforme a natureza da obrigação, o disposto no Livro II da Parte Especial deste Código</em>”.</p>
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<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div id="ftn1">
<p><a title="" name="_ftn1" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftnref1"></a>[1] Bressan, Gabriel Barreira. <em>A prescrição intercorrente da habilitação do espólio ou dos herdeiros em processos judiciais</em>. Jus Navigandi, 2015. &lt; <a href="http://jus.com.br/artigos/35469/a-prescricao-intercorrente-da-habilitacao-do-espolio-ou-dos-herdeiros-em-processos-judiciais">http://jus.com.br/artigos/35469/a-prescricao-intercorrente-da-habilitacao-do-espolio-ou-dos-herdeiros-em-processos-judiciais</a>&gt; Acessado em 11 de junho de 2015.</p>
</div>
<div id="ftn2">
<p><a title="" name="_ftn2" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftnref2"></a>[2] Guilherme, Luiz Fernando do Vale de Almeida. <em>Código Civil Comentado</em>. Série Descomplicada. São Paulo: Rideel, 2013. p. 130.</p>
</div>
<div id="ftn3">
<p><a title="" name="_ftn3" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftnref3"></a>[3] Guilherme, Luiz Fernando do Vale de Almeida. <em>Código Civil Comentado</em>. Série Descomplicada. São Paulo: Rideel. 2015.  pp.80-82.</p>
</div>
<div id="ftn4">
<p><a title="" name="_ftn4" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftnref4"></a>[4] Beviláqua, Clóvis.  <em><a title="Lei nº 3.071, de 1º de janeiro de 1916." href="http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/103251/c%C3%B3digo-civil-de-1916-lei-3071-16">Código Civil de 1916</a></em> - 11ª Edição &#8211; V. I &#8211; p. 349.</p>
</div>
<div id="ftn5">
<p><a title="" name="_ftn5" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftnref5"></a>[5] Guilherme, Luiz Fernando do Vale de Almeida. <em>Código Civil Comentado</em>. Série Descomplicada. São Paulo: Rideel, 2013. p. 130.</p>
</div>
<div id="ftn6">
<p><a title="" name="_ftn6" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftnref6"></a>[6] Sobre segurança jurídica: Bressan, Gabriel Barreira. <em>Neoprocessualismo: entre efetividade e segurança jurídica</em>. Novas Edições Acadêmicas: Saarbrücken, maio de 2015, p. 82.</p>
</div>
<div id="ftn7">
<p><a title="" name="_ftn7" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftnref7"></a>[7] Guilherme, Luiz Fernando do Vale de Almeida. <em>Código Civil Comentado</em>. Série Descomplicada. São Paulo: Saraiva 2015.  2ª edição – prelo.</p>
</div>
<div id="ftn8">
<p><a title="" name="_ftn8" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftnref8"></a>[8] STJ, EREsp 905416 / PR, Órgão Julgador: S2, Relator: Ministro Marco Buzzi, DJ 09/10/2013, Dje 20/11/2013.</p>
</div>
<div id="ftn9">
<p><a title="" name="_ftn9" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftnref9"></a>[9]Haidar, Raul. <em>Absurdos e loucuras nas execuções fiscais no judiciário brasileiro</em>. Revista Consultor Jurídico, 15 de dezembro de 2014. &lt;<a href="http://www.conjur.com.br/2014-dez-15/justica-tributaria-absurdos-loucuras-execucoes-fiscais-judiciario-brasileiro">http://www.conjur.com.br/2014-dez-15/justica-tributaria-absurdos-loucuras-execucoes-fiscais-judiciario-brasileiro</a>&gt; Acessado em 11 de junho de 2015.</p>
</div>
<div id="ftn10">
<p><a title="" name="_ftn10" href="http://www.conjur.com.br/2015-jun-19/cpc-estipula-incicio-contagem-prescricao-intercorrente#_ftnref10"></a>[10]Bressan, Gabriel Barreira. Comentários à Súmula 503, do Superior Tribunal de Justiça.  Migalhas, 2015. &lt;http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI206237,61044-comentarios+a+sumula+503+do+Superior+Tribunal+de+Justica&gt;  Acessado em 11 de junho de 2015.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Revista Consultor Jurídico</p>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Boa-fé é requisito para adquirente demandar pela evicção</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2015 13:31:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia do Direito]]></category>
		<category><![CDATA[boa-fé]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO CIVIL]]></category>
		<category><![CDATA[EVICÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[VINICIUS FERRASSO DA SILVA]]></category>

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		<description><![CDATA[De acordo com art. 457 do CC, &#8220;não pode o adquirente demandar pela evicção, se sabia que a coisa era alheia ou litigiosa&#8221;. &#8220;Reconhecida a má-fé do arrematante no momento da aquisição do imóvel, não pode ele, sob o argumento <a class="more-link" href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=2939">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com art. 457 do CC, &#8220;não pode o adquirente demandar pela evicção, se sabia que a coisa era alheia ou litigiosa&#8221;.</p>
<p><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"><em>&#8220;Reconhecida a má-fé do arrematante no momento da aquisição do imóvel, não pode ele, sob o argumento de ocorrência de evicção, propor a ação de indenização com base no artigo 70, I, do <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI218323,81042-Boafe+e+requisito+para+adquirente+demandar+pela+eviccao" target="_self">CPC</a> para reaver do alienante os valores gastos com a aquisição do bem.&#8221;</em></span></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;">Com esse entendimento, a 3ª turma do STJ isentou o BB da obrigação de indenizar os arrematantes de um imóvel, que propuseram a ação indenizatória alegando a ocorrência de evicção.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;">O imóvel havia sido hipotecado ao banco pelo pai. Levado a leilão, foi arrematado pelos filhos, quando ainda estava pendente de julgamento um mandado de segurança impetrado pelo pai para retomar a propriedade. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;">Após decisão favorável da Justiça no mandado de segurança, os filhos entraram com a ação indenizatória pretendendo ter de volta os valores pagos no leilão. </span><span style="font-family: Verdana; font-size: small;">A Justiça de Goiás determinou que o dinheiro fosse devolvido.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><strong>Indispensável</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><img src="data:image/jpeg;base64,/9j/4AAQSkZJRgABAQAAAQABAAD/2wCEAAkGBxQSEhUUEBQVFBQVFRQUFhQVFBQUFBUVFBQWFhQUFBQYHCggGBolHBQUITEhJSkrLi4uFx8zODMtNygtLisBCgoKDg0OGhAQGiwcHCUsLCwsLCwsLCwsLCwsLC4sLCwsLy03LCwsLiwsLCwsLCwsLCwuNyw3MCwrLCssLCwsLP/AABEIALcBEwMBIgACEQEDEQH/xAAcAAABBQEBAQAAAAAAAAAAAAAAAQIDBAUGBwj/xAA8EAABAwEGAwUGBQIGAwAAAAABAAIRAwQFEiExQVFhcQYTIoGRMkKhseHwBxRSwdFi8RYjM0NygmOSsv/EABoBAQADAQEBAAAAAAAAAAAAAAABAgMEBQb/xAAvEQACAgEDAgMGBgMAAAAAAAAAAQIRAxIhMQRBIjKBBRNRYXHRFJGhseHwFSMz/9oADAMBAAIRAxEAPwDnAnBNCcFyHQOCcmoUAdKSUIQgEoSIQkVCEIBUIQhAiRKkQCFQ16kKYrNdXFR2BhBPCQPSdVKQZRt1oWFaLRmuqbdYeWS0+KJBLgRImStOrcNFjSRSZpGYzzBnPWdFqmkZs4uwWpa7bbkp6tx0o8ILSAMwTGk6HUxmlHZSo5s03gE+yKnhxdCN1qpoylCzFvK1SsYq7eFkqUzFVpb108iMiqim7JSoVinYVXClYoJJSU3vEOKicUBZZVVhtVZzXKZr0BZfUVWrUTnOVeooomwbVgrZu61rChS2eqQVZFWjvLLVyUr81gWC2LTbaVbkpbRIWoUffBCrRbUWQnBRsKkC4zqHJU0JZQCoSSlCECpUichIiVCEAIQkQAkc4AEkwBqTslWXeVbGTTaRhEd4cstw3l18pUpWQ2MrVzWdhpVAxmcu4kCYJ2CssIa1rS1rntJDgIhwOrmkZE8lk19qdEeIwDBIxDYmV0nZvs8+q5rJIawguI4jaOHktHUUUScmVLLa3TmCCDk6MiBESJn91q07b3jMLQA7P2nDCZ5yty8Lha1hwtznaNxz+9Vx9puupMsABznCInafoqKSZrLC0a72twgvc0PYIDcUgjXDi1CitdqktDD4YPUBrSdumoWBVsFSCHTyO+5+BHxU9BhaNdp8zCsZtUataiHtBqNygSDnlw+gXGX5cuAl1HNmpbmSyduf1XXd+CADvqd4EaeZ+CpOqTpEbZbcBnBKtF0UaODClYVq3xdWBpqNhoHuDhpMbLIYVrdlSVxUL1KSoXoABUrCoGqViAlTHhPBQ5AVykT3BNQFqx14yWky0rDCtUqylMho1+/Qs8VkJYo6izPlWVl2OotJpXLJG6Y9BKREqpIspwTAnAoSPCWU1AQDkqbKWUAqaSglISgEq1MIJ4CVxtK0kEuiHEnxSRrtG66u31cNN7uA+ZA/dclZ2SctTyGfTmtcZSRu9nKUu0BJzn2SPovW+zdiwM0AJ1hee9krBLm7cRufNeq2FsCI0CwzS7HRgj3LTLKHZHfXmoH3DTDpA1258VcstUSp6r+azT2NXdnLXzczDJj75Ljrzu/Bo2R6DLQc/oF6ZaTKy69ia7VWjOhLGpHmn5Uk58N8vvU+qitdmpt4k7mGnL9LT9F2l4XLOnr/AGXPX1deBuUAx1g8ltGVmEsTRg2+uwgtLQSRGecDguOqtAcQNiVvBha0l2c5A/sQse82Br8twD6raJzMhlRPT5Ub1cqNaVKxQqVqAmBTkxOBQDXBRFTOUTggGpQUJEBJjQopQgOjsNVbdB8hcvZKkLesdRYzRpFmghDUqzLiBPCalQkckRKJUAVEpsolCBZQklaV2UYaag9ucLP6T+vrwUSdIvCDnKkY980XtYGuaWhxkuc1wyHCYBWfZ7MMUNDTwLTPQx57rrrVaK7qFWlaXYoGNj8pluoO0rE7LXW6rVBLcLW+I/WFaM/DuTkxaZUdb2UuzCJgjkf5XYWdo6qjY2BuWQEQr9Os0bg+cLmk3J2dKSiqAgzpHVI6rx+akNp29P7qrXq8PipLIXvROR/dJ3nmq7TPtNg8fqE4NIH3KEiVKgWDftEFh6FazqecrH7Q1Ipu6K6e5nI8rtcgx1P2OizL0qhz5AiAAVq28h1QjbX74rCtJlxjiV2xPOkNlMcUqa5XKiKRpUac1AThKCmtQoBKonKRqR4QEKQpSkQCIRCEBepugrYsNVYiu2SqqyVolM6mi6QpVn2OqrwK52jZCoCREoBZRKaiUAspU1KgFWxcABxtPAEdZhY4Wr2cnvSB+k5cYgx8FWXBridTRcvm0se3uWg43EAHUADN08MgVs3FRaykA0fXmVALuazG8Z42HA46gOz8irV0VIy1j4rJvw0dco3KzAvi/XUqhBkNG5GU9VkVu2lM5YiHbGMl6BfdzMqgOwDaQTPkVxV4djgSJpZDdhAkc9irw09zOV9ivd/bdwOF+Y9J5hdJZu0LXDwny5lc5bey4JENw5AYRGy2+y/ZfA2Xe2N9Ulp7FoX3NyleETiOeQhSG1zpK4ztTUdRfiBO2nLcrnqHaepjwl+D/lMZ8xsihZMppHqwqyFzfayphpngo7DeNQNBc7EDuDIjkVU7YV8VncW8Wj45ol4jKb2ZwlrgOe6dMx6SFgvXZ2W4haGFxqtpudIYCJxRlBzyEiFxlQQSDqCQfJdkGjhnFrdjZTShIrlBUrU1KFAJ2oKawpxQD2FOcFGwqVAQuCYpXhRFACEkoQFsJ9N0JiUIDbsNZbNF8hcvY6kLdslVYzRpFl5CRCzLghCRAKllIlCAcFo3BWwV6ZJgTB8ws0J9ISR1HzUEp07O5t1dwZBcC3ESBAlULNXIJWTWrVW2hzXgmm0ZOO5MH5K9ZNeo6rCj0UdLY7aXNwlsg5f2TKlkrA5PGA8RLhyyyKgsVfBkVNbr2AaTlkiFDWBrXhntO4la9OzYWHOS7Ncvdl7Uzm5w7wmSDkQPdHSPmuh/PBzddlNBo5u8LCHuOMbmZzy2XPW7svTdUDywmI00IGkgrsXODqmehB9QoRZnsORBbz1CupOPBnKKkclZLmqU3ksMMef9ODA5iVdvaxnuMG5LZ9c10uQzME8gsa1vxPxHJjQZJ0+4UqVuymjakc9bIs9Eu17ppMn3nnJo8yV5s4rb7SX6bQ7CzKk05Dd5/U79gsMrqxxpWzkz5FJpLhDCkKUpFoYChKmhKUBIwp5UbFIgBqmaVXCmYVAFcoXhTlRPCAiQhCAvEIhOhJCAWm6Ctiw1VjK9YXKslsSjoqT5CkVWzOVmVgzZDkJsolQBUJJRKAcCt/8ADKyttVsLnZsoMLgOLycLXHpLj5BcRedu91um548ui678GbYG2p7D/uUjHVjg75T6LSMO7KOW9G1f1lLGvafaY8A+UgHzEeqo3c+YK7XtpYMbDVYJIbDwN2gyHeXyPJcHYa4b6yueUKPQhO1ZuvqNDfEFA6zh/id7Ozf1HiVHXtowCBiPACSfJUfz9occrO8sG0taT0DiqpF9RB2luXvC2tROCqNOBGwIVS7r3rmWkCW5GTIngtF/aMMMWizVKbZjE6IHonD8uXEUHgudnwn6rRfMUxlntlZrqfeRmXTG2WS6UWuQsF1PFI3EEeSsUXyNVRluw+2PO3TzK5H8Qb07qkyztye9svPCnJy/7GfIKftP2m/K1Gsa0PdBcZMROTZy6rz68re+vUdUqmXO9ANmjkFvix72zjz5VVLkqppSlNK6TiGlIgpJQDgnJgT0ANUqhCmaoAhUrVEVNZ6ZcYbqhKTbpDk1wW5ZLsptE1neQXR3RclktDfCBIWTzRR2w9n5WrdI87IQvWB2coDLAMuQQq/iIm3+LyfFHF/4er8G/wDuEf4btGzQejguovK+qdAeLN2zBnPOfdC4y9r+rVz7RY3ZjCQPM6u81MZTkZ5sXT49nbZZb2ctJ0pOPSD+6noXPWBzpPy5Fc/Qt9WmZZUe3o5wXZXLf9d9Ns1MR0ONofmP6siPirSU+xzxeDumvyYyjQcNWuH/AFKlWm2+q+haw88UEdPCqdttD3+2Cf8As2PSFTRJ8ic8SXhbfoUzamTGIT1U1SGjxOaN9duKi7oRnSnmO7HrKitFPE3C5rwBoMLSI4eEyr+7Rh7xl61up0cqpLnQHFoIa1oOmJx35BZVuvTGGtpta1rj7sknq45qe0Ya4DajsLx4W1SIOIk4Wua4Zjaeum+BiqseG1m5hwz4fTNZ44q/FydvUuo3jS0Pv39S3Wsx2V/snbTZrXRqnJrajcX/ABccL/g4qs+sQqld0rc4T6XqO4LybtfZe4rua0Q1/jZsBOoHQz6hd/2RvP8AMWKhUJ8Rpta/fxsGF3xHxWX26ujv6BIHjpy5sbiMx98FnJWdcJHG3RWkSDLtgM54gLaZewcIwmdjHz4LiLBaXU3ROv3kutu28KczGZz281zSidcHaI7VfrxIfTD28xtyKqNZZaulMMfxHhI6Ec1vi8m1Mi3LmPgsu12JgOKmBPD+ETovbIRUqUnDEcbDAD9COTv5V81A1pcTAEknSAMyVQfWdHi04fyuO7UX+XA0KZge+R/8D91aMdTMcmRRVmDe1uNes+ofedlyaMmj0AVMlBKaSuxKjzW7dgSmkoKRSQIUiVCAUJyaE5AIpmKFSUyoA9yls1Yt0TrLTDj4tBmf4WvZO5ccLw1rYJLsJJyGgjdQy+NyUlp5MWo9x1K1bjtVSg8OBy3Cp1GtxS0Ow81q2Gnj8I9rYOynpssp8bHf00rk3N0zuaV5BwB4hIuZpVC0QcoyhC5tJ7Oo5yq1z3FztScyckOu90SS2OsqZ1WUtGphdyOy7j5VtlJ9kI2K07mxUwQchqPRSmildkpIZqU7YrRdksig+FaNbJCpYFpzyCmDlQpOCsU3eigFe3MBdnnyTLwoGoCP9xokf+RnL+oT9ypazwJc7QKCy1jVbPsuBlpGxk/BVlG91ybYcijcZbxfP39DJfWTcS1bTZhV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alt="Resultado de imagem para noronha; ministro" align="left" />No STJ, a decisão foi reformada. De acordo com o relator do recurso, ministro <strong>João Otávio de Noronha</strong>, a boa-fé do adquirente é requisito indispensável para a configuração da evicção e a consequente extensão de seus efeitos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;">O ministro citou o artigo 457 do <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI218323,81042-Boafe+e+requisito+para+adquirente+demandar+pela+eviccao" target="_self">CC</a>, segundo o qual &#8220;<em>não pode o adquirente demandar pela evicção, se sabia que a coisa era alheia ou litigiosa</em>&#8220;. No caso, o TJ/GO reconheceu que os adquirentes tinham ciência de que o imóvel havia sido dado em hipoteca por seu pai e foi levado a leilão quando havia um processo judicial pendente.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;">A partir desses fatos, a turma entendeu que não houve boa-fé no momento da aquisição do bem, o que afasta o direito à restituição dos valores com base na evicção.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Verdana; font-size: small;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Fonte processo relacionado</span>:</strong> <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI218323,81042-Boafe+e+requisito+para+adquirente+demandar+pela+eviccao" target="_self">REsp 1.293.147</a></span></p>
<p align="justify">
<p align="justify">
<p align="justify">
<p align="justify">
<p align="justify">Fonte: migalhas.com.br</p>
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		<title>Contas para receber salário não podem ser bloqueadas</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jan 2014 11:31:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO CIVIL]]></category>
		<category><![CDATA[IMPENHORABILIDADE DA CONTA SALÁRIO]]></category>
		<category><![CDATA[VINICIUS FERRASSO DA SILVA]]></category>

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		<description><![CDATA[A indisponibilidade de bens deve se submeter às mesmas limitações impostas para a penhora, portanto não é possível bloquear conta utilizada para receber salário. Assim, fazendo uma analogia para aplicar ao caso o artigo 649 do Código de Processo Civil, <a class="more-link" href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=1059">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
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<p>A indisponibilidade de bens deve se submeter às mesmas limitações impostas para a penhora, portanto não é possível bloquear conta utilizada para receber salário. Assim, fazendo uma analogia para aplicar ao caso o artigo 649 do Código de Processo Civil, o Tribunal de Justiça de Alagoas determinou o desbloqueio das contas de uma mulher que teve seus bens bloqueados para ressarcir um dano ao erário. A decisão é da 1ª Câmara Cível.</p>
<p>Em primeira instância, o juiz determinou a indisponibilidade dos bens da mulher após constatar que, mesmo sem ir trabalhar, recebia os salários de um cargo comissionado na Secretaria Estadual de Educação. A mulher recorreu da decisão alegando que as contas bloqueadas são utilizadas por ela para receber seus vencimentos. A defesa afirmou que o bloqueio violaria a legislação e a jurisprudência atuais.</p>
<p>Ao analisar o recurso, o relator, desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, reconheceu que não é possível determinar o bloqueio de verba de caráter alimentar, devido ao confronto com princípios constitucionais. O relator aplicou por analogia as limitações para penhora previstas no Código de Processo Civil. O voto do relator foi seguido por unâmimidade pelos demais desembargadores. <em>Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-AL</em>.</p>
<p><strong>Fonte: TJ/AL:0802029-24.2013.8.02.0900</strong></p>
</div>
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