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	<title>Ferrasso AdvogadosFerrasso Advogados &#187; Crime de Sonegação Fiscal</title>
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		<title>Oferecimento de denúncia por Crime de Sonegação Fiscal -Lei 8137/90</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Feb 2018 14:25:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Tributário]]></category>
		<category><![CDATA[Crime de Sonegação Fiscal]]></category>
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		<description><![CDATA[Crime de sonegação fiscal &#160; O objetivo da referida operação era desarticular um grupo de empresários do ramo de “Z”, que sonegavam impostos, podendo superar os R$ 50 milhões. &#160; O que chamou a atenção, foi que um dos presos <a class="more-link" href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=4269">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Crime de sonegação fiscal</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O objetivo da referida operação era desarticular um grupo de empresários do ramo de “Z”, que sonegavam impostos, podendo superar os R$ 50 milhões.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que chamou a atenção, foi que um dos presos era o próprio empresário “X” e proprietário da Empresa “Y”. Ainda, fato notório, foi que “X” logo após ter chegado para interrogatório a ser prestado a polícia judiciária, o empresário saiu a mando da promotoria para busca de documentos. Isto é, obedecendo a recente decisão do Ministro Gilmar Mendes do STF, a operação foi impedida da imposição da medida de condução coercitiva dos acusados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Então vejamos, a Lei 8137/90 dispõe que constitui <a href="https://jus.com.br/tudo/crimes-contra-a-ordem-tributaria" data-linkage="done">crimes contra a ordem tributária</a> suprimir ou reduzir tributos, mediante omissão e fraude conforme preconiza os artigos primeiro e segundo. Disso, depreende-se o questionamento de quem será denunciado na ocorrência dos crimes de sonegação fiscal, o administrador a quem incumbia tomar as decisões e funcionamento da empresa, ou será o proprietário ou sócios, pois direta ou indiretamente se beneficiou da conduta delituosa, uma vez que o valor fraudado ou desviado reverteria em maior lucro para sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Considerando que, no sistema penal brasileiro o crime somente deve ser imputado ao agente que praticou a conduta, seja por dolo ou culpa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O crime contra a ordem tributária ele se configura quando o agente suprime, ou seja, elimina, cancela ou extingui o tributo devido. Ou reduz, paga menos que o valor devido. Segundo MORAES e SMANIO (2006), <em>“Sonegação fiscal é a ocultação dolosa, mediante fraude, astucia ou habilidade, do recolhimento de tributo devido ao Poder Publico. Note-se, porem, que a lei não conceituou o que seja sonegação fiscal, adotando outro critério de identificação, qual seja, considerando delitos contra a ordem tributaria a supressão ou redução de tributo ou contribuição social ou acessório, e depois enumerando, taxativamente, quais as modalidades de conduta que podem levar a tal supressão ou redução, constituindo genericamente o que seja sonegação fiscal.”<a title="" href="applewebdata://1F96ED1E-55A0-48BC-B3A2-8351E4C63A9F#_ftn1"><strong>[1]</strong></a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ocorre que, em inúmeros casos são formalizadas denuncias sem a devida constituição definitiva do tributo, vejamos:</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><em><a href="https://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/8875470/recurso-ordinario-em-habeas-corpus-rhc-20234-sp-2006-0208283-2-stj"><br />
STJ &#8211; RECURSO ORDINARIO EM HABEAS CORPUS RHC 20234 SP 2006/0208283-2 (STJ) </a></em><em>Data de publicação: 01/10/2007 </em><em>- </em><em>Ementa: </em><em>PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ART. 2º , INCISO II , DA LEI Nº 8.137 /90. DENÚNCIA QUE IMPUTA AO PACIENTE A PRÁTICA, EM TESE, DE CRIME DE SONEGAÇÃO FISCAL DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE &#8211; IRPF E IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS &#8211; IPI. ALEGAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO EM RELAÇÃO À SUPOSTA SONEGAÇÃO DE IRPF. INOCORRÊNCIA. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA ESPECIFICAMENTE NO QUE TOCA À POSSÍVEL SONEGAÇÃO FISCAL DO IPI. DENÚNCIA OFERECIDA ANTES DA CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO. I &#8211; O Plenário do Pretório Excelso ao julgar o HC 81.611/DF, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU de 13/05/2005, firmou o entendimento, que posteriormente veio a ser seguido também nesta Corte, de que nos crimes contra a ordem tributária a constituição definitiva do crédito tributário e conseqüente reconhecimento de sua exigibilidade e valor devido configura uma condição objetiva de punibilidade,(an debeatur) ou seja, se ap (quantum debeatur) resenta como um requisito cuja existência condiciona a punibilidade do injusto penal. . II &#8211; Dessarte, o início da persecutio criminis in iudicio, ou até mesmo a instauração de inquérito policial somente se justificam após a constituição definitiva do crédito tributário, sendo flagrante o constrangimento ilegal decorrente da inobservância deste dado objetivo. III &#8211; Assim, em se considerando que apenas com a constituição definitiva do crédito tributário está presente a justa causa para a ação penal, a partir deste momento é que se passará a transcorrer a prazo prescricional, visto que a pretensão punitiva depende da verificação da condição objetiva de punibilidade. Portanto, não há como acolher a irresignação posta nas razões do recurso visto que, até aqui, não se verificou a fluência de prazo suficiente para a declaração de extinção da punibilidade em razão da prescrição da pretensão punitiva, razão pela qual, neste ponto a objurgada ação penal deve&#8230;</em><em></em></h1>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diante disso, entre outras teses que podem servir de subterfúgios para o esvaziamento desses tipos de denúncias, inexoravelmente, os departamentos jurídicos dessas empresas devem primeiramente observar tal requisito essencial para o oferecimento da denúncia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E, esta foi uma, entre outras duas teses abordadas para atacar a referida denúncia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por Advogado Vinicius Ferrasso</p>
<p>Especialista em Direito Tributário Empresarial</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div><br clear="all" /></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="applewebdata://1F96ED1E-55A0-48BC-B3A2-8351E4C63A9F#_ftnref1">[1]</a> &#8211; <strong>MORAES</strong>, Alexandre de, <strong>SMANIO</strong>, Gianpaolo Poggio. Estudos de Direito Penal Tributário. São Paulo: Editora Altas, 2006. p.97</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
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