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	<title>Ferrasso AdvogadosFerrasso Advogados &#187; Contribuição Sindical</title>
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		<title>Contribuição sindical facultativa da reforma trabalhista é constitucional</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jun 2018 17:32:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Tributário]]></category>
		<category><![CDATA[Autonomia da vontade]]></category>
		<category><![CDATA[Contribuição Sindical]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO EMPRESARIAL]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO TRABALHISTA]]></category>
		<category><![CDATA[VINICIUS FERRASSO DA SILVA]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; É constitucional a reforma trabalhista no ponto em que desobriga a contribuição sindical. Assim decidiu o plenário do STF em sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira, 29. A Corte julgou ADIn, apensada a outras 18 com mesmo pedido. Por maioria, <a class="more-link" href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=4488">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<article><span><span><span><span style="font-family: Arial;">É constitucional a reforma trabalhista no ponto em que desobriga a contribuição sindical. Assim decidiu o plenário do STF em sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira, 29. A Corte julgou ADIn, apensada a outras 18 com mesmo pedido. Por maioria, os ministros entenderam que a nova legislação trabalhista não contraria o texto constitucional.</span></span></span></span></p>
</article>
<p>&nbsp;</p>
<p align="center"><span style="font-family: Arial;"><img src="http://www.globalframe.com.br/gf_base/empresas/MIGA/imagens/9C9045819C25F5F9BC8BCEC0DBB083B40462_ctps.jpeg" alt="" border="0" /></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">A contribuição sindical obrigatória foi extinta pela </span><a target="_self"><span style="font-family: Arial;">reforma trabalhista</span></a><span style="font-family: Arial;"> no ano passado. A nova lei manteve a contribuição, mas em caráter facultativo, ou seja, cabendo ao trabalhador autorizar individualmente o desconto na remuneração. Trata-se, sem dúvidas, de um dos pontos mais controversos da nova lei trabalhista.</span></p>
<p align="justify"><strong><span style="font-family: Arial;">Sessão extraordinária</span></strong></p>
<p align="justify">O julgamento teve início na quinta-feira, 28, quando, após sustentações orais, o relator, ministro Edson Fachin, <a href="http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI282770,11049-Fachin+vota+a+favor+de+contribuicao+sindical+obrigatoria+Fux+diverge" target="_blank">votou</a> pela inconstitucionalidade da alteração, dando procedência às ADIns. Nesta sexta-feira, o ministro foi acompanhado por Rosa Weber e Dias Toffoli. Prevaleceu, por sua vez, a divergência, inaugurada por Luiz Fux e acompanhada por Moraes, Barroso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Cármen Lúcia.</p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">Em seu voto, o ministro <strong>Alexandre de Moraes</strong> afirmou que &#8220;não é razoável que o Estado tenha que financiar um sistema sindical brasileiro que tem aproximadamente 16 mil sindicatos, algo absolutamente sem parâmetro de comparação no mundo&#8221;. O ministro destacou que, embora o alto número de sindicatos, apenas 20% dos trabalhadores são sindicalizados. &#8220;Há algo de errado no que o legislador constituinte pretendeu para um novo regime de sindicalização. Não há uma representatividade.&#8221;</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">Para ele, o que fez a Constituição foi, subsidiariamente, como fonte de custeio, permitir a existência dessa contribuição na forma da lei. Por esse motivo, o próprio Supremo entendeu recepcionada a legislação anterior, que instituía a contribuição. “A CF não constitucionalizou, mas também não vedou: deixou isso à discricionariedade política do Congresso Nacional, que durante quase 29 anos entendeu por bem manter. Mas, no ano passado, no exercício de sua legitima opção política, o Congresso, com maioria &#8211; 296 votos &#8211; , optou por alterar a fonte subsidiária de custeio.&#8221;</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">O ministro afastou as inconstitucionalidades formal e material. &#8220;A legítima opção do legislador não ameaça a liberdade sindical, não ameaça a existência dos sindicatos. (&#8230;) Transformar o que era obrigatório em facultativo em nada vai afetar a liberdade sindical – os sindicatos continuarão tendo outras fontes de custeio.&#8221; Assim, seguiu a divergência inaugurada por Fux pela improcedência dos pedidos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">Para o ministro <strong>Barroso</strong>, sob a roupagem de uma discussão técnica, o que se tinha hoje no plenário era discussão verdadeiramente política sobre qual modelo sindical se vai praticar no Brasil. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">Acompanhando a divergência, para Barroso não há inconstitucionalidade formal, &#8220;menos ainda&#8221; inconstitucionalidade material na desobrigação da contribuição sindical. &#8220;O que há é um debate político sobre qual é o melhor modelo sindical para o país. E acho que esse debate é da competência do Congresso, e não do STF. Por essa razão, não me animo a interferir nas opções que considero legítimas feitas pelo legislador e que, a meu ver, não vulneram a CF.&#8221; </span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman';">&#8220;Num país em que o Estado reiteradamente é apropriado privadamente, eu prefiro aumentar o espaço da sociedade civil, do movimento social e da livre iniciativa. Mas a verdade é que não faz muita diferença o modelo sindical que eu prefiro ou que qualquer um prefira, porque acho que essa escolha não é nossa. (&#8230;) O Congresso Nacional começa a mudar esse modelo sindical, e ali é o cenário para que essas decisões sejam tomadas.&#8221;</span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">O ministro julga improcedentes as ADIns e procedente a ADC. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">&#8220;Como nós vamos mexer numa parte sem que haja alteração do todo?&#8221; Foi o que indagou a ministra <strong>Rosa Weber </strong>ao indicar que acompanharia o relator. A ministra tem como inegável que “não há exercícios da ampla representatividade da categoria sem o respectivo custeio das entidades sindicais”, e, sendo assim, o financiamento constitui elemento indispensável à estruturação dos sindicatos. </span></p>
<blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman';">&#8220;A CF, sem materializar em sua completude o principio da liberdade sindical, de forma expressa afasta o pluralismo, e impõe a unicidade para legitimidade da representação da atuação sindical, em cuja perspectiva se insere a contribuição compulsória de todos os membros para manutenção do ser coletivo.&#8221;</span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;">Para ela, há inconstitucionalidade nos dispositivos impugnados, julgando procedentes as ADIns.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial;"><span><strong>Dias Toffoli</strong>, também acompanhando o relator, entende que não é possível fazer essa subtração da contribuição sindical sem que tenha havido uma preparação para essa transição. Já o ministro <strong>Gilmar Mendes</strong> desempatou o placar, somando seu voto à divergência. </span></span></p>
<ul>
<li>
<div align="justify"><span style="font-family: Arial;"><span><span style="text-decoration: underline;">Processo</span>: </span></span><a target="_self"><span style="font-family: Arial;">ADIn 5.794</span></a></div>
</li>
<li></li>
</ul>
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		<title>Contribuição sindical por parte das holdings é controversa</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jan 2014 12:14:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito Trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Tributário]]></category>
		<category><![CDATA[Contribuição Sindical]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO TRABALHISTA]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO TRIBUTÁRIO]]></category>
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		<description><![CDATA[Com a chegada do mês de janeiro, muitas empresas já receberam a cobrança da contribuição sindical patronal. A indagação é inevitável: mesmo a empresa sem empregados deve pagar contribuição sindical? De um lado, os sindicatos afirmam que a contribuição é devida <a class="more-link" href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=977">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a chegada do mês de janeiro, muitas empresas já receberam a cobrança da contribuição sindical patronal. A indagação é inevitável: mesmo a empresa sem empregados deve pagar contribuição sindical? De um lado, os sindicatos afirmam que a contribuição é devida independentemente de a empresa possuir empregados. De outro, as empresas contestam a contribuição, por não serem empregadoras. O principal argumento contra a cobrança seria que o artigo 580 da CLT definiria de forma taxativa os contribuintes que devem recolher a contribuição sindical anual e compulsória como sendo os empregados (inciso I), os agentes ou trabalhadores autônomos e profissionais liberais (inciso II) e os empregadores (inciso III).</p>
<p>O caput do artigo 2º da CLT, por sua vez, define que para a empresa ser considerada como empregador é necessário reunir os seguintes requisitos: (i) assumir os riscos da atividade econômica, (ii) admitir, (iii) assalariar e (iv) dirigir a prestação pessoal de serviços.</p>
<p>Portanto, a leitura inicial seria que a empresa que não possui empregado não poderia se enquadrar na definição legal de empregador.</p>
<p>A Nota Técnica SRT/CGRT 50/2005, do Ministério do Trabalho e Emprego, também adota o entendimento de que o artigo 580 da CLT é taxativo ao estabelecer a obrigatoriedade do recolhimento da contribuição sindical tão somente para os empregados, os agentes ou trabalhadores autônomos e os profissionais liberais, e os empregadores.</p>
<p>Os sindicatos, por outro lado, ponderam que a norma legal não deve ser interpretada de forma literal e sim de forma teleológica, ou seja, privilegiando o seu objetivo ou finalidade.</p>
<p>Nesta linha, os sindicatos sustentam que exercem uma função social de proteção e representação de cada categoria econômica. Sua relevância para a sociedade justificaria a cobrança da contribuição sindical de qualquer empresa pertencente à categoria econômica representada pelo sindicato, independentemente de essa empresa ser empregadora.</p>
<p>Com esses argumentos, os Sindicatos têm ajuizado ações de cobrança contra as empresas que, por não possuírem empregados, deixam de recolher a contribuição sindical patronal anual.</p>
<p>Recentemente, o Tribunal Superior do Trabalho proferiu duas importantes decisões isentando as empresas classificadas como holdings sem empregados do recolhimento da contribuição sindical. De acordo com o TST, somente as empresas que possuem empregados estão obrigadas a recolher a contribuição sindical patronal.</p>
<p>Na mesma linha, Tribunais Regionais do Trabalho vêm adotando o entendimento de que para ser obrigada ao pagamento da contribuição sindical patronal não basta que a empresa integre determinada categoria econômica ou se constitua em pessoa jurídica, é igualmente necessária a sua condição de empregadora.</p>
<p>Portanto, a jurisprudência tem demonstrado que as holdings e sociedades sem empregados têm bons argumentos para defender o não recolhimento da contribuição sindical patronal. No entanto, muitas dessas empresas, para evitar os custos e as incertezas inerentes ao litígio, optam por recolher a contribuição sindical.</p>
<p>Uma alternativa, com grau de risco intermediário, seria o depósito judicial da contribuição sindical até o trânsito em julgado de decisão de ação declaratória movida pela empresa ou de ação de cobrança movida pelo sindicato, de modo a mitigar eventuais contingências futuras.</p>
<p>Fonte: Revista Consultor Jurídico.</p>
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