<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ferrasso AdvogadosFerrasso Advogados &#187; Constrangimento Epistemológico</title>
	<atom:link href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?feed=rss2&#038;tag=constrangimento-epistemologico" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.ferrasso.com.br/blog</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 17 Jan 2025 13:28:04 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.4</generator>
		<item>
		<title>DIREITO DE EXPRESSÃO VEDADO NO BRASIL</title>
		<link>http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=4653</link>
		<comments>http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=4653#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Sep 2018 14:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Decisão judicial]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Penal]]></category>
		<category><![CDATA[Constrangimento Epistemológico]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de expressão]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITO PENAL]]></category>
		<category><![CDATA[VINICIUS FERRASSO DA SILVA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=4653</guid>
		<description><![CDATA[Foram recentemente três casos emblemáticos. Os promotores fizeram críticas às decisões de juízes e ministros do STF nas redes sociais, e todos sofreram com a livre expressão, pois a Corregedoria Nacional apontou que os promotores não guardaram deveres funcionais como a <a class="more-link" href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=4653">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Foram recentemente três casos emblemáticos. Os promotores fizeram críticas às decisões de juízes e ministros do STF nas redes sociais, e todos sofreram com a livre expressão, pois a Corregedoria Nacional apontou que os promotores não guardaram deveres funcionais como a conduta ilibada e irrepreensível na vida pública e particular, guardando decoro pessoal.</p>
<p>Pergunto: Qual o limite entre direito de expressão e deveres funcionais? O promotor de justiça diante de ilegalidade está obstado de tecer críticas aos magistrados (agentes públicos). A crítica dentro dos limites que, ao meu ver todos os promotores respeitaram, gera na comunidade, além de informação sobre o modo com que decide o Poder Judiciário, e mais além, gera o que se chama de constrangimento epistemológico.</p>
<p>Tanto Gadamer, como Dworkin, afirmar que é possível distinguir boas e más decisões (pré-juízos autênticos/legítimos e inautênticos/ilegítimos). Isso significa que, quaisquer que sejam seus pontos de vista sobre justiça e o Direito a um tratamento igualitário, os juízes também devem aceitar uma restrição independente e superior nas decisões que proferem, que decorre da integridade.</p>
<p>Vejamos os casos do promotor de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul, e logo à seguir, do promotor de Justiça de Goiás e da procuradora da República.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Caso do promotor de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul:</strong></span></p>
<p>O promotor de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul,<a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2018/06/associacao-de-juizes-defende-punicao-a-promotor-que-teria-ofendido-juiza-cjimc7kj60hsf01qoa60221n1.html"> Eugênio Paes Amorim</a>, foi suspenso por 15 dias pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A decisão foi tomada em sessão nesta terça-feira (11).</p>
</div>
<div>
<p>O plenário do órgão entendeu que Amorim cometeu falta disciplinar ao duvidar da integridade do juiz Mauro Caum Gonçalves em post no Facebook. O estatuto do MP prevê, no artigo 55, inciso I, que os promotores devem “velar pelo prestígio da Justiça, pelo respeito aos magistrados, advogados e membros da Instituição”.</p>
<p>A publicação ocorreu no ano de 2014, quando Caum decidiu pela soltura do <a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/seguranca/noticia/2018/05/integrante-de-faccao-criminosa-gaucha-e-preso-no-paraguai-cjgqqp6k205c401qofqjmau13.html">líder de uma facção criminosa do Estado</a>.</p>
<div>
<p>&#8220;O juiz Mauro Caum Gonçalves &#8211; sempre ele &#8211; soltou o Júnior, o número 1 dos Balas-na-Cara, preso pela PRF com 20 quilos de cocaína. Júnior é reincidente. Cumpria pena de 9 anos por tráfico e responde a processos de homicídio. O que será que os amigos imaginam deve ter motivado tão estranha e generosa decisão?&#8221;, questionou Amorim em post.</p>
</div>
<div>
<p>Na decisão, o conselheiro do CNMP Luiz Fernando Bandeira de Mello decidiu que houve intenção de difamar o juiz.</p>
</div>
<div>
<p>Procurado por GaúchaZH, Amorim afirmou que vai continuar trabalhando na defesa da sociedade.</p>
<div>
<p>— Enquanto julgamento ocorria em Brasília eu estava trabalhando em defesa da sociedade. Obtive uma condenação difícil, de um feminicídio com estupro, muito grave, que o réu pegou 25 anos de cadeia. Essa é minha vida: trabalhar em prol da defesa da sociedade, da defesa da vítima e da defesa das pessoas de bem. Se me suspenderem, eu cumpro a suspensão e volto a trabalhar  — declarou o promotor.</p>
</div>
<div>
<p>O<a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/ultimas-noticias/tag/ministerio-publico/"> Ministério Público do RS</a> afirma que vai cumprir a decisão.</p>
<div>
<p>Decisão judicial</p>
</div>
<div>
<p>Em agosto, o<a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2018/08/promotor-e-condenado-por-ofender-juiz-mas-nao-cumprira-pena-devido-a-prescricao-cjksyiyg6017301qk5uw6c8s9.html"> Tribunal de Justiça condenou Amorim a um mês e 10 dias de prisão</a> por injúria. Por se tratar de pena privativa de liberdade inferior a seis meses, foi substituída por multa. Por terem transcorridos mais de dois anos entre o recebimento da ação e a decisão desta segunda-feira, foi considerada &#8220;extinta a punibilidade&#8221;.</p>
</div>
<div>
<p>Sobre o caso, o promotor afirmou na época que a condenação é injusta e corporativista.</p>
</div>
<div>
<p>— Eu queria que não houvesse a prescrição para eu recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), que iria me absolver. Eu aponto decisões pontuais que têm prejudicado a sociedade na área penal. Não é um ataque ao Judiciário, porque eu respeito o Judiciário.</p>
<p>Notícia: Editorial Zero Hora</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Caso do promotor de Justiça de Goiás e da procuradora da República:</strong></span></p>
<p>O plenário do CNMP referendou a instauração de PADs para apurar a conduta de Monique Cheker, procuradora da República, e de Fernando Krebs, promotor de Justiça de Goiás. Os membros de MP, em situações distintas, fizeram afirmações contra os ministros do STF.</p>
<p>Em seu Twitter, a procuradora insinuou que os ministros do STF não têm &#8220;vergonha na cara&#8221;. Na sessão de ontem, o plenário do Conselho concluiu que ela atribuiu a terceiros fato definido como crime, sem apontar qualquer elemento probatório ou indiciário.</p>
<p>Segundo o relator do PAD, conselheiro Marcelo Weitzel, há a presença dos elementos necessários para o referendo do processo: autoria confirmada pela própria requerida e materialidade comprovada.</p>
<p><img src="https://www.globalframe.com.br/gf_base/empresas/MIGA/imagens/5EED0D8111F8A2824B5DD0E660EAA9EB66E0_monica.png" alt="t" /></p>
<p>Já o promotor de Justiça afirmou em entrevista para uma rádio que o ministro Gilmar Mendes é &#8220;considerado o maior laxante do Brasil&#8221;, fazendo alusão às solturas concedidas pelo ministro. Em junho deste ano, o corregedor Orlando Rochadel Moreira já havia determinado a instauração do PAD, decisão reafirmada pelo plenário do Conselho na tarde de ontem.</p>
<p>&#8220;Nós temos o caso do Gilmar Mendes, que é considerado o maior laxante do Brasil. Ele solta todo mundo, sobretudo os criminosos de colarinho branco. Então, nós temos esse problema no Judiciário, mas nós temos uma legislação horrorosa&#8221;.</p>
<p>A Corregedoria Nacional apontou que o promotor de Justiça não guardou deveres funcionais como a conduta ilibada e irrepreensível na vida pública e particular, guardando decoro pessoal.</p>
<p>Notícia: Migalhas</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ferrasso.com.br/blog/?feed=rss2&#038;p=4653</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
