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	<title>Ferrasso AdvogadosFerrasso Advogados &#187; CONDUTA ILEGAL</title>
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		<title>Informação falsa na guia de recolhimento do FGTS gera multa, diz Carf</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jan 2019 20:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>VINICIUS FERRASSO DA SILVA</dc:creator>
				<category><![CDATA[Decisão judicial]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando o contribuinte insere informação falsa na Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP) sobre as compensações de contribuições com créditos inexistentes, deve sofrer imposição de multa isolada de 150% sobre as  quantias indevidamente  compensadas. O entendimento é <a class="more-link" href="http://www.ferrasso.com.br/blog/?p=4895">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o contribuinte insere informação falsa na Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP) sobre as compensações de contribuições com créditos inexistentes, deve sofrer imposição de multa isolada de 150% sobre as  quantias indevidamente  compensadas. O entendimento é da 2ª Turma da Câmara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).</p>
<div>
<p dir="ltr">Segundo o colegiado, para a aplicação de multa de 150% prevista no artigo 89 da Lei 8212/91,  é necessário que a autoridade fiscal demonstre a efetiva falsidade de declaração, ou seja, a inexistência de direito &#8220;líquido e certo&#8221; à compensação.</p>
<p dir="ltr">No caso analisado, o município de Itumirim, em Minas Gerais, informou que os créditos compensados referem-se a valores que teriam sido recolhidos indevidamente, baseados na declaração de inconstitucionalidade da Lei nº 9.506/97, além das contribuições previdenciárias incidentes sobre o terço constitucional de férias.</p>
<p dir="ltr"><strong>Declarações Falsas</strong><br />
No voto, o relator, Pedro Paulo Pereira Barbosa, afirma que o município, ao requerer a compensação de supostos créditos sem os  requisitos de liquidez e certeza, prestou declarações falsas.</p>
<p dir="ltr">“Isso porque, na época dos fatos,  a Instrução Normativa da Receita Federal nº  900, de 2008, vedava expressamente a compensação de créditos que não fossem passíveis de restituição ou  de ressarcimento, e, no caso, os créditos pleiteados não eram passíveis de restituição ou ressarcimento”, aponta.</p>
<p dir="ltr">Segundo o relator, declaração falsa é aquela que, conscientemente, não corresponde à verdade. Segundo ele, é diferente do erro, do mero engano, em que o agente insere informação inverídica acreditando ser verdadeira.</p>
<p dir="ltr">&#8220;Informar em declaração entregue ao Fisco que detém um crédito passivo de restituição ou ressarcimento quando não tem o reconhecimento de  que esse crédito é passível de restituição, configura efetivamente falsidade da declaração”, diz.</p>
<p dir="ltr">Para o relator, é importante distinguir a condição de prestar declaração falsa da exigência de demonstração do evidente intuito de fraude.</p>
<p dir="ltr">&#8220;Logo, cabe a aplicação da multa isolada quando a conduta do contribuinte foi falsa com intenção deliberada  de reduzir o valor devido e o subsequente recolhimento de sua obrigação tributária para com a Seguridade Social, o que configura a conduta ilegal”, explica.</p>
<p dir="ltr"><strong id="docs-internal-guid-588b41a5-7fff-8022-effa-56a008329823">Clique <a href="https://www.conjur.com.br/dl/informacao-falsa-guia-recolhimento-fgts.pdf" target="_blank">aqui</a> para ler o acórdão.<br />
10660.721740/2012­13<br />
Acórdão nº  9202­007.433</strong></p>
<p dir="ltr">
<p dir="ltr">Fonte: Consultor Jurídico</p>
</div>
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